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A Fundamental Error

Alberte Pagán

Recensión

Onde reside a materialidade do cinema digital? No seu código hexadecimal. É possível umha manipulaçom “material” do cinema digital, fedelhando nas suas cifras e letras, de igual jeito que se pode manipular o celuloide (o poliéster) rascando ou pintando ou aplicando lixívia à emulsom.

Mas as images resultantes som voláteis: cumpre fixá-las para deter umha evoluçom imprevisível. No cinema analógico, ademais do deterioro provocado polo projector, os elementos químicos usados para abstrair a image (de ser essa a ferramenta utilizada) continuam a trabalhar na emulsom, as folhas pegadas ao poliéster (de ser esse o elemento utilizado) continuam a apodrecer. Só umha cópia do trabalho pode deter o deterioro.

Podemos adentrar-nos na “emulsom” do cinema digital (diferente do vídeo, no que havia um suporte físico, a cinta magnética, susceptível de manipulaçom) acedendo ao seu código hexadecimal. Os resultados som igual de voláteis: dependendo do reprodutor usado, teremos uns resultados ou outros; e incluso o mesmo reprodutor nunca oferecerá as mesmas images a partir do mesmo arquivo.

Isto deve-se ao feito de que as images resultantes das nossas manipulaçons nom som “efectos”, senom “defectos”, “erros” ou “falhos” que cada reprodutor resolve como boamente pode. A única maneira de “fixar” os resultados desejados é fazendo umha captura de pantalha. (Nom abonda cumha cópia do arquivo, que conservaria os mesmos “erros”: o que cumpre é converter os erros em opçons estéticas, fixando assi os resultados.) Ruido digital estetizado.

Em A Fundamental Error retomo o meu retrato de Kubelka, Superfícies - Peter (tubo), no que refilmava o seu rosto projectado sobre umha pantalha de tubo, e aprofundo na sua degeneraçom. O adaíl do cinema analógico e meticuloso montador converte-se assi num baile de números e códigos completamente imprevisíveis.

(A. P.)

Festivais | Proxeccións

Studio Prototyp (Praga) 2016 | Curtocircuito (Compostela) 2016 (Mención especial da asociación de críticos Camira) | Territorios y Fronteras (Bilbao, 2017) | Image contre nature (Marseille) (2017) | Festival de Curtas Belo Horizonte 2017

Críticas

El error: Dos nuevos trabajos de Alberte Pagán (Gonzalo de Pedro Amatria, Otros Cines Europa, 20-02-16)

Festivales: Curtocircuito 2016 (Laia Pons, Cortosfera)

Rigor y transgresión (Iván García Ambruñeiras, Caimán Cuadernos de Cine, Noviembre 2016)

Capturas

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